12/26/2007

Uma merda na cabeça, uma câmera no círculo íntimo

O fato, queridos, é que no dia 25, data em que se comemora o dia do nascimento do filho do Todo Phoderoso, fica ainda mais difícil assistir à TV. Para vocês terem uma idéia, sei lá por qual razão, minha TV a cabo estava com problemas e melancolicamente resolvi assistir TV aberta. Que porcaria. Se o Todo Phoderoso existisse de verdade, jamais deixaria que isto acontecesse. Fiquei zapeando. Pus na TV CuRtura. A cada dois segundos ouvia-se a voz daquele indefectível locutor: CuRtura, uma TV cada vez mais pública. Santo Todo Phoderoso, Genésio, Maria, José e o presépio todo. Sei que é uma frase de duplo sentido, pegadinha do Mallandro mesmo. Cada vez mais pública, pois eu, você, nós sustentamos aquela parafernália toda para nos presentearem com programações cada vez mais bizarras. Ou você que assistiu quando criança ao Vila Sésamo, acha que o que eles estão fazendo agora é realmente o Vila Sésamo? Vocês já viram o novo Garibaldo? Voz de pirobo. Na primeira versão, era o Laerte Morrone quem fazia. Sei lá se ele era fruta ou não (dadas as circunstâncias da foto...), mas a voz era máscula. Cada vez mais pública, para dizer que é para o povão deste Brasil-sil-sil-sil. E eu que só queria que privatizassem a Fundação Padre Punheta. Claro que não para o Pastor das multidões, ou para o RR Jô Soares (Deus me livre). Imagine que eu ou você, caro leitor, podemos aceitar Paulo Meucu, aquele comunistazinho de mierda, como presidente daquela josta? Bem, o fato é que num certo momento começou um programa apresentado pelo Leon Cakof (boa coisa não podia sair dali. Plagiando a Folha: é o terceiro pirobo da esquerda para a direita). Mostra de Cinema. Aí, o fofo andou um pouquinho e sentou (hummmm) em uma poltrona e disse que o filme que assistiríamos era norueguês. Logo pensei: hoje não estou com vontade de pensar. Não penso, logo não existo. Ótimo. Poupo um monte de gente de ouvir muita merda por metro quadrado. Quero um bom Clint Eastwood, um bom Charles Bronson, ou seja, um bom brucutu. Tirei daquele maldito canal (hummmm) público. Pus no (hummmmmmmmm). A última vez em que assisti ao Jô (não faz tanto tempo assim), foi para assistir a uma entrevista que Jô fez com um grande amigo meu. Que droga é aquele programa? O cara traz um professor de Português em plenas férias escolares? Dirão vocês: você não pensa nos intelectualmente prejudicados que ficaram em recuperação? Não, não penso. Se eu fosse professora, jamais deixaria algum aluno em recuperação, reprovaria direto, pois recuperação nada mais é do que um disfarce para o professor chamar o aluno de burro, mas vou lhe dar uma chancezinha. Portanto, queridos, não se iludam, no dia do Genésio, se sua TV a cabo falhar, alugue um bom filme ou escreva posts em seu blogue, mesmo que ninguém leia. Poderia recomendar ler um bom livro. Mas se você não possui uma biblioteca vasta comprada a metro na Livraria CuRtura onde constam crássicos da literatura, mas somente leiteratuta atual como "O Segredo", "Eu Sei Que Vou Te Amar" ou qualquer dos trocentos e dezenove livros escritos por Gabriel Xiita, o eterno Ministro da CuRtura do Geraldão; não recomendo, não. Posso ser uma professora severa, mas não castigo meus amiguinhos com palmatória, nem lavagem cerebral, tá bom? Está bem, tem o "Lula É Minha Anta", mas esse, tenho certeza que todo mundo já leu e releu de tão bom que é. O Diogão já encheu o rabicó de moedinhas (coisa muito salutar) e agora me contou que abrirá (hummmm) seu apartamentão em Ipanema para a Revista Caras, ou seria Bundas (acho que não é a Bundas, não. Se Mainardi sair na Bundas, corroborará todo pensamento maluquinho daquele engajado em anistiar o Tinhoso.)

2 comentários:

Tatiane disse...

Eu quero um ingresso, ainda mais 0800. Por favor me dá o ingresso.

Bjim.

Marie Tourvel disse...

Olá, Tatiane. Nossa, um comentário num post tão antigo daqui do Letras. Nessa época eu não possuia nem meus 4 ou 5 leitores que tenho agora. Mas adorei porque pude reler esse post e sentir vergonha do que escrevi. Obrigada pela visita e volte sempre.

Beijos!