1/22/2008

Ícones da Bananice (3)

Sim, voltei. E voltei com tudo. Vamos falar sobre um deus. Mais precisamente um deus negro -sem ser negro, ou será que era? Era Deus, negro? Eram os deuses astronautas de mármore? Dúvidas, dúvidas. Falo de Neimar de Barros (não encontrei imagem do cara no gugol, mas acho que esta ilustra bem o conteúdo de seus livros, poesias e pensamentos). Este camarada tirei, não do fundo do baú, mas do fundo do inferno.
Neimar de Barros era um conhecido produtor de televisão da equipe de Silvio Santos quando, na década de 1970, se tornou famoso também como escritor (argh!) de livros religiosos e pregador (argh!, argh!), após ter participado de um encontro religioso. Ele deixou o trabalho na televisão e, junto com outras pessoas do meio artístico, criou um instituto de missionários leigos católicos (argh!, argh!, argh!) que faziam palestras (eca!) em todo o país. Seus livros - que misturam reflexões e poemas - tiveram grande aceitação, principalmente o best-seller Deus Negro (todos os arghs possíveis). Suas palestras lotavam ginásios de esportes. Seu trabalho teve tanto destaque que ele chegou a ser capa da revista Família Cristã (pelamordedeus), a maior publicação católica do Brasil, editada pela editora Paulinas (lembram-se daqueles marcadores de livros da Paulinas, cheios de citações religiosas? (mil vezes argh!)).
Em 1986, entretanto, Neimar, o desgraçado, concedeu uma entrevista bombástica à revista Veja, revelando que sua conversão teria sido uma farsa (que decepição, hein "Seo" Neimar). Ele contou ter sido contratado por uma loja maçônica internacional para se infiltrar na Igreja Católica e repassar informações sobre a conduta de religiosos (Jesus, Maria, José e o presépio todo, quequéisso? Só faltou chamar o Godzilla e o Nationaro Kido)
Depois disso, Neimar escreveu dois livros contando toda sua história -de merda, por sinal, e reapareceu tempos depois na equipe de Silvio Santos, trabalhando novamente como produtor, provando assim que o bom lixo à casa torna. Lasco pensamentos e frases do óbvio bananeiro:

- Todos tropeçam e caem. Só os fracos permanecem estirados ao longo do caminho. (comentário meu: quero ver quem quebra o pé se não fica ao longo do caminho)

- O caminho para o sucesso, é manter-se firme até mais não poder e só então começar a caminhada. (comentário meu: quer dizer, fico paradona e quando tiver uns 60 anos começo a me mexer)

- Amigo não é aquele que lhe oferta flores; e sim aquele que lhe tira os espinhos. (comentário meu: se comprar rosas do país da FARC, elas já vêm sem espinhos, portanto não necessitamos de amiguinho nenhum para tirá-los)

- Façamos da realidade um sonho já que não podemos fazer de um sonho realidade. (comentário meu: sem comentários)

- Quem conta os segredos dos outros são traidores; quem conta os seus próprios são uns tolos. (comentário meu: e quem lê isso, é o quê?)

- O homem quando ama não explora. (comentário meu: vai dizer isso pro golpista do baú)

- A felicidade é como o ECO, responde mas não se aproxima. (comentário meu: eu jamais me aproximei do ECO, mas sim da "ECA")

- A velhice do egoísta é triste; para ele o passado é um vácuo, o presente é um deserto e o futuro o nada. (comentário meu: e a velhaquice dos banaeiros é alegre e cheia de grana)

- A ilusão é a janela aberta no muro negro da vida. (comentário meu: esse é profundo. Ele coloca (hummmm) todos os elementos que um carnavalesco (hummmmm) da Acadêmicos da Rocinha adora nos desfiles)

- Nas horas tristes, nos momentos TEUS lembre-se que existe EU. (comentário MEU: Nas horas podres TUAS, lembre-se que não ajudarei NINGUÉM)

- Quando sofreres muito, encare a tua dor de frente, ela própria te consolará e te ensinará alguma coisa. (comentário meu: mesmo porque se encarar por detrás, a dor será insuportável)

Vocês percebem, como era duro ser criancinha ou adolescente nos anos 70? Poucos se salvaram destas abobrinhas. Poucos pararam com este tipo de droga e se jogou num Flaubert qualquer. Por isso é que sempre digo, imitando o Lilico: tempo bom, não volta mais, saudade (nem me lembro mais como termina isso).

8 comentários:

Meg (Sub Rosa) disse...

Isto é um tourvelinho:-) de emoções;-)
Eu vou passar mal se rir mais do que estou rindo.
Volto amanhã;-))))))))))))))))
Obrigada por salvar meu fim de semana;-))))))

marie tourvel disse...

Meg, querida, que bom que gostou. Volte sempre. É um prazer recebê-la por aqui. Beijos.

Anônimo disse...

olá
fica muito fácil falar da vida dos outros ou mesmo de sua filosofia ou mesmo maneira de viver,
e tb de criticar as obras alheias, mas para quem teve todo esse trabalho com certeza teve um grande contato com essas "abobrinhas" não é mesmo?
para crer em coisas que são óbvias ou mesmo em um mistério é preciso crer nele
independente da vida de alguem ou no lixo que retornou vc ja se perguntou no pq disso, até onde sei toda ação tem uma reação
o mistério não foi feito pra ser desvendado, vc não precisa ama-lo ou aceitar suas "abobrinhas",viva sua vida e esqueça a dos outros, se fores criticar alguem critica para ajudar e não para depreciar, o cotidiano cuida desse trabalho de diminuir as pessoas.
Quando sofreres muito, encare a tua dor de frente, ela própria te consolará e te ensinará alguma coisa.
pense nisso
quer dizer passe a pensar assim compreenderas suas próprias criticas.

Anônimo disse...

n precisa publicar n torno criticas públicar, pois os hipocritas so tem prazer de publicar glorias, se vc gosta de critica permita q outros critiquem.
abraços
mistério Es.

Marie Tourvel disse...

Ó, anônimo, funciona assim aqui no Letras, prestenção: eu publico o que eu quero, eu critico o que eu quero e uso da ironia e deboche que eu bem entender, tá bom? Este blogue é de humor. E se eu acho que o Neimar de Barros ou a Carmem Silva eram bregas, eu acho e pronto. E se eu quero escrever sobre isso, vou escrever. Eu costumo publicar críticas ao blogue, sim, desde que sejam educadas. A sua foi educada. Não teve xingamento nem nada. Apenas uma invasão de privacidade boba de sua parte, querendo adivinhar se eu tenho problemas ou não. Você não tem nada a ver com minha vida. O fato de eu gostar ou não disso, não reflete em nada minha personalidade. Mas como o espaço é meu, respondo como eu quiser, né? Sempre tive muito interesse nessas "abobrinhas" como você chama minhas "pérolas". De tão toscas, viram pitorescas e adoro escrever sobre isso, fazer o quê? Eu vivo minha vida e não preciso de análise de ninguém, viu? Mas, repito: se eu quiser falar mal de você aqui, vou falar e pronto. Esse espaço é MEU. É que quem assina como anônimo, fica difícil até falar mal, né? E dispenso seus conselhos, tá bom? Abraço.

Leon Antoniel disse...

Você deprecia a vida do Neimar de Barros em tom de deboche, de ironia e mal humor.
Como é que você consegue? Você é infeliz?
Você é depressiva, revoltada, ou de mal com a vida?
Você não passa de uma desiludida, uma pobre de espírito, tola, cega e nua.
Tenho pena de tua infantilidade, pois ao escrever tantas insanidades, constato pela primeira que chego e tomara que a última vez, que seu blog é uma completa perca de tempo. Tua alma está doente e muito mal.
Te cuida senhora.

Leon Antoniel disse...

Outra coisa, a senhora critica os anônimos porém usa do esconderijo da moderação. Covardia total, não?

Marie Tourvel disse...

Leon Antoniel, kiridu... Fazia o maior tempo que eu não entrava por aqui. Li só agora seu comentário. Você me atribuiu tanta desgraça, não faz isso não. Mas se o fizer, ao menos escreva de forma correta. A língua portuguesa agradecerá.