3/10/2008

Ícones da Bananice (6)

Ok! Ok! Como diria nosso fofoqueiro que aumenta mas não inventa, Nelson Rubens e seu cabelinho acajú. Vamos alegrar esse barraco. Imagine que eu postei ontem por aqui uma Ella Fitzgerald e o meu amigo Alex disse que meu gosto era refinado. Queridinho da Marie, Alex, foi só uma recaída mesmo. Eu gosto mesmo é disso aí que descreverei agora. Falarei de Carlos Alexandre, o moço que queria casar com uma cigana, mas o pai dela era bravo e queria que ela casasse com um cigano. E, sabe como é, ele não tinha sangue de cigano. Ele tinha sangue bananeiro.
Pedro Soares Bezerra, conhecido como Carlos Alexandre -só pra gente entender: por que cargas d´água, Carlos Alexandre, hein, hein?, cantor e compositor brasileiro. Apesar de a mídia não executar com freqüência suas músicas - graças a Deus agora eles não executam, porque na época do Chacrinha e do Bolinha o mofo era figurinha fácil, muitos fãs em todo Brasil, ainda tem o saudoso Carlos Alexandre como o melhor cantor brega romântico de todos os tempos. A voz, os ritmos, as letras e melodias de suas canções, conquistavam e ainda conquistam fãs até os dias atuais. Infelizmente, para tristeza de milhares de fãs, no dia 30 de janeiro de 1989 o cantor se envolveu em um acidente -sim, sim, macacada, se descabelem, chorem, comemorem, o cara já morreu, numa rodovia estadual da Paraíba, quando havia saído de um show e seguia para sua casa em Natal (RN), na época o cantor havia lançado o disco Sei, Sei -título que dispensa maiores explicações do tipo "coisas de magia, sei lá", que inclusive fez bastante sucesso. O Brasil chorou - não se espantem, bananeiro chorou até a morte do Tancredo, a perda de um dos seus melhores cantores. No seu repertório de sucessos, encontramos canções como "Feiticeira" e "A Ciganinha". Eu sei que "Feiticeira" foi seu maior hit, mas para mim "A Ciganinha" ainda é imbatível. Coisas de magia, sei lá (isso aqui criançada é o mais puro irmãos fruta Kleiton e Kledir. Não conhecem? Ai, meu saquinho, será que tudo eu tenho que desenhar por aqui?). Música, maestro:

Carlos Alexandre - A Ciganinha

Você é a ciganinha
Dona do meu coração
Você é a ciganinha
Dona do meu coração
Não tenho sangue cigano
Mas vou pedir a sua mão
Não tenho sangue cigano
Mas vou pedir a sua mão
Hoje à noite eu vou falar com seu pai
E quero saber
Se ele concorda com um casamento
Entre eu e você
Mas estou pensando, que ele não vai
Aceitar nossos planos
Só porque, eu não tenho
Sangue cigano
Só porque, eu não tenho
Sangue cigano
Não tenho sangue cigano
Mas vou pedir a sua mão
Não tenho sangue cigano
Mas vou pedir a sua mão.

Não tentem fazer isso em casa, criançada. O monossilábico cigano Igor pode vir assustá-los. Que homem do saco, o quê?

4 comentários:

Shi disse...

Putitanga, vai vendo a influência do Zezinho do Carrapicho, vai vendo... :-| Enfim, antes a ciganinha do que o "one, two, three: fei-ti-ceeeeeeeeeei-raaaaa!!!!"
Mas vem cá, os irmãozinhos eram frutinhas, eram??? Gente, eu sempre sou a última a saber das coisas, tsc... :-(
Bjocs!

Marie Tourvel disse...

Pois é, Shi. Cê tá pensando que eu ia colocar hoje um Coltrane? Meu gosto já voltou ao normal. Cê abriu o linque? Cê viu a carinha dos dois? Cê reparou no abraço apertado? Coisas de magia, sei lá... Beijos, querida.

Janaina disse...

Êita, Marie, que memória! Caramba!

Nesse repertório radinho-de-pilha-am-num-domingo-dos-anos-setenta, destaco a Julia Graciela (aquela que cantava em portunhol a música da secretária) e a Kátia Cega. Coisa de louco.

Um beijo grande,
Jana

Marie Tourvel disse...

Oi Jana, querida, o Ícones da Bananice (5) foi justamente da Julia Graciela, aquela secretina argentina que sofreu assédio sexual. Quando tiver um tempinho, dá uma procurada que você acha. A Kátia cega merece um post só seu também. Beijos