3/25/2008

A verdadeira história do abajur cor de carne

Quem viveu naquela década trash de 1980, sabe do que vou falar. Quem não viveu, vai conhecer a musiquinha, pois foi regravada há pouco tempo atrás -só não me perguntem por quem. Primeiro, ouçam a música, para que depois eu conte segredinhos importantes sobre ela.

Bem, agora eu posso dizer. Ontem, participei de um jantar com ninguém mais, ninguém menos que o Ritchie. Sim, o inglês veneno. Eu não resisti e disse a ele que quando eu o olhava lembrava do maldito abajur cor de carne. Aí, não rolava. Que merda era aquela? Que raios de abajur cor de carne? Pedi pelamordedeus que ele me explicasse. Ele, muito elegante, mas nada fleumático disse-me que quando chegou ao Brasil estava duro. Morou em São Paulo um período na casa de um amigo e foi até a rua 13 de maio comprar um abajur. Comprou um de alabastro bem vagabundo. E qual era a cor do alabastro? Ele disse que parecia carne, era carne, cor de carne. Quando foi compor a tal da Menina Veneno, lembrou-se disso. E falou que tinha muito Jung na música. Ai meu Deus, que samba do afro-negão doido -não pode falar crioulo, viu? Ele falou de suas participações no Chacrinha também e disse que era trash total. Mas, não ele. Ele era roquenrol. O Carlos Alexandre era trash. O Fernando Mendes era trash.
Ok, Ritchie, você não era trash. E quer saber? Você é uma graça, viu? Me diverti muito com suas histórias da Inglaterra. Você é um homem muito inteligente. Virou um amigo e tanto.

Ei, bitolmaníaco, essa vai pra você: adorei a noite, foi muito divertida. Nos falaremos.

Podem dizer que foi um post brega, mas eu gostei mesmo do Ritchie. Claro que meu alter ego continua não gostando desse tipo de música, mas a Marie vaticina: O Ritchie é do balacobaco. Vai pros queridinhos da Marie...

9 comentários:

enio disse...

hey

foi tudo muito bom, do arroz selvagem às conversas selvagens.

Fina estampa da mpb (bê de brasil e de britânica), Ritchie uniu gil, caetano, mutantes e pavimentou a estrada pop de maneira singular.

Elegante e incapaz de qualquer indelicadeza, musical ou pessoal, ele é querido no meio.

Por isso eu sempre digo que brega é nao saber quem é ele: perde-se um bocado.

Primeiro de muitos, espero que esses encontros gastronomicos repitam-se pela vida afora.

;)

Marie Tourvel disse...

Ei, Enio, querido. Adorei a noite de segunda, viu? Adorei conhecer o Ritchie, adorei o Freddy Martins que é um cara e tanto, um cantor e tanto. Vai fazer um baita sucesso, você vai ver. A Rita, um doce de pessoa. E você, bom você, o que dizer de você? Gosto demais de ti -um gauchês aí, vá lá. Teremos muito mais jantares iguais, você vai ver... Beijos

sôdoida disse...

Ai, quando será que o Ritchie vem a Manaus, hein??? Tbm querooooooooo. Mas vou pedir pra ele cantar pra mim, mas Casanova (me lembra um namoradinho, a gente dançava muuuuito nessa época... rs)
Bjo, Marie!

Marie Tourvel disse...

Oi sôdoida, tudo bom, querida? Olha, ele falou qualquer coisa de ir cantar em Santarém, se não me engano. Se vai a Santarém, não custa ir a Manaus, né não? É bom dançar com o namorado, né? Beijo, sôdoida

Marie Tourvel disse...

Ei, sôdoida, é você, minha querida Shi? Vou no teu blogue, viu? Beijos...

Janaina disse...

oi, coração.

eu gostava daquela música do porteiro eletrônico com voz metálica. "ela não está/diz uma voz que vem do interfone..."

e "boa noite, rainha, como vai?", claro. clááááássico.

Marie Tourvel disse...

Aeê, Jana, cê é das minhas... E aquela, "a vida tem dessas coisas, olhe só nós dois aqui, presos num elevador, numa noite sem dormir. Zero hora no relógio, legal, você está aqui..." Jana, de verdade, esse inglês é do balacobaco, viu? Gente boníssima. E adorei sua visita, como sempre. Beijinhos

Meg (sub Rosa) disse...

;-))))

Marie, sono gialla d'invidia.
Minha vida é tão pobre de acontecimentos assim tão..tão.. como direi...britanicamente posh!

Mas fico fliz por você, que é um doce.

smooch
M.

Marie Tourvel disse...

Sua vida, pobre, Megleen? Nunca. Você é demais. Só pra lembrar um pouco mais do Ritchie: só pro vento, só pro vento... Beijos, querida