5/16/2008

A Matter of Feeling

A Agressividade, com base nos estudos de Winnicott, representa um instinto próprio a todo ser humano, necessário para a sua existência.

Claro que vocês, meus queridos leitores, perceberam que estou vulnerável e sensível por esses dias. Estou passando, de verdade, por problemas bem sérios que não cabe descrever aqui. Recebi uma proposta para trabalhar por um ano aqui e depois ir para Londres. Era tudo o que eu queria. Ao mesmo tempo, Monsieur Tourvel recebeu uma proposta para trabalhar em Auckland -já escrevi sobre isso por aqui há um tempo atrás. Auckland me atraía bastante. Um grande amigo diz que em breve formaremos um grupo bem alegre e vamos todos morar em Auckland. Quando ele diz isso, a proposta me atrai. Mas só iria se fosse com um grupo para um lugar tão distante. Claro que sei que qualquer lugar é melhor que o Bananão, mas não gostaria de ir sem um grupo de amigos. Morro de medo da solidão que pode me causar por lá. Sentiria falta dos meus queridos. Para Londres, seria diferente, tenho grandes amigos por lá, fora que adoro aquela cidade. Morei por lá por uns tempos e me senti muito bem, me senti em casa, acho que esta é a expressão correta. Mas, veja só, Londres deu errado. Fui chamada para a entrevista, pois tinha o perfil que queriam, mas ao mesmo tempo querem homem para o cargo. Como eles não estavam encontrando um homem com o perfil, me chamaram. Recebi por esses dias a resposta final. Encontraram um bolinha para o cargo. Mas estão com meu nome e na próxima... yada, yada, yada. Enquanto isso, Monsieur Tourvel foi aprovado para Auckland e ele não quer viver fora do Bananão. Disse que iria por mim. Mas eu não quero ir para lá. Confuso, né? Esse não é o meu maior problema, garanto. Como já disse anteriormente, não cabe dizer aqui qual é o sério problema. Onde eu quero chegar com toda essa ladainha? Digo onde: quando tenho problemas sérios, costumo ficar sensível, e qualquer coisa que me falam, me torno agressiva. E geralmente isso acontece com as pessoas mais queridas, as que menos merecem. Portanto, se alguém que estiver lendo este post sentiu-se por esses dias agredido por mim, peço perdão. Muita gente que lê este blogue sabe o verdadeiro nome do meu alter-ego e são pessoas de quem gosto demais. Problemas, todos temos. Cada um reage de uma forma. Eu, para não me fechar, acabo me enrolando com as palavras e agrido a quem não merece. Não é uma agressão com xingamentos, nem física, claro, mas com um sarcasmo que talvez fira muito mais do que xingamentos.
Sei que isso aqui virou um belo diarinho, mas é que estou utilizando meu espaço para tentar resolver meus problemas.
Quem chegou até aqui com minha ladainha, esqueçam que escrevi este post, finjam que não leram nada, finjam que é só um título engraçadinho. Vão percorrer os blogues bacanas que tem por aí. Vão ler o ao mirante, a Meg, o Rover, o Goiaba, a Jana -que por sinal, escreveu brilhantemente sobre o caso Celso Daniel, o FDR e outros, muitos outros que nem menciono, mas que estão aí ao lado para vocês clicarem. Já disse por aqui que quando abri este espaço, a intenção não era ter um amontoado de leitores, mas exercitar minha escrita e tentar sair da burrice. No final das contas, consigo exercitar minha escrita -acho que estou escrevendo um pouquinho melhor nos dias de hoje, embora assassinando a gramática aqui ou ali; consegui fazer grandes amizades, pessoas especiais mesmo. Só não consegui sair da burrice. Acho que isso não tem cura, mas vou tentando, vou tentando...
A música que tasco agora pode parecer piegas, bobinha, até brega -afinal, é Duran Duran, mas ela reflete muito do momento que estou vivendo. O meu amigo que diz que quer formar um grupo seleto para irmos todos para Auckland, costuma dizer que quem associa letrinha de música com seu momento, faz da vida uma eterna adolescência e esquece de vivê-la. Acho que ele tem toda razão, mas não consegui chegar neste estágio. Ele é beeeeeeem mais evoluído que eu. Ouçam a música e prestem a maior atenção na letra. Até que é bonitinha...

10 comentários:

Luis Santos disse...

Aloha Marie!
Discordo de seu amigo evoluído, acho que merecemos nossa trilha sonora sim. E adolescência também é umafase da vida que merece ser vivida, pelo tempo que durar.
Existem blogs profissionais, visando, entre otras cositas mas, "dinheiro fama e mulheres". Outros são diários públicos virtuais.
Duvidas todos temos, em algum instante. Sincronicidade com o espaço amostral da internet pode sim servir em alguma decisão.
Ou, pelo menos, pode ser reconfortante.
Velha Zelândia ou London Town, ou até o tal Bananão que não reconheço, realmente o importante é ter amigos. Ainda que sejam virtuais, na mesma linha do Erasmo "mesmo que seja eu".
Viu?! Trilha sonora de novo! Macca, James Taylor, Erasmo, e Police em apenas um comentário!
Eu insisto no meu blog: é uma questão de percepção. "Não há colher"!
Aloha!

A. disse...

Olha só, enquanto lia teu post sabia que era essa a música que vinha. Olha só, eu sou você 8 meses adiante (e nós fomos). Mais no e-mail do meu alter-ego para o seu.
Beijinho e hang in there.

Frodo Balseiro disse...

Marie, onde diabos fica Auckland ?
Por que o interesse? O que se faz por lá?
Desculpe a ignorãncia do Macaco!
bjs
frodo

Marie Tourvel disse...

Luís, querido, pois é, eu também tenho sempre uma trilha sonora, viu? Esse espaço virou um pouco diarinho, um pouco engraçadinho. No começo não era essa a intenção, de verdade, mas o fato é que virou isso aí. Mas, quer saber? Consegui amigos tão bacanas -assim como você, que nem me importo mais com o foco do blogue. Adoro quando vwm por aqui, viu? Vou dar uma passada no seu, tá bom? Beijos, querido

Marie Tourvel disse...

Querida, querida... já li seu e-mail e simplesmente ele é maravilhoso, vou respondê-lo agorinha, logo depois de responder aos meus queridos comentaristas. Você é maravilhosa, viu? Não sabe como me ajudou... Um grande beijo e meu alter-ego vai já, já responder ao seu. Beijos

Marie Tourvel disse...

Oi, Frodo, querido. Não tem problema nenhum em não saber onde fica Auckland. Fica na distante Nova Zelândia. Nunca fui para lá, mas quem já foi -e conheço várias pessoas que foram, diz que é um paraíso. Eu só não agüentaria, talvez ficar sem meus amigos por lá, entendeu? E olha que receber você por aqui hoje, já me fez sorrir. Muitos beijos.

Sabesselá Quem disse...

Oi Marie,

A música faz parte de mim... Do que vivi... do que ainda quero viver ou do que eu gostaria de ter vivido. Tudo fica fácil com música... Sou refém dela. Acho essa mescla um delícia...
Bom finde!!!
Beijos.

Sabesselá Quem disse...

Oi Marie,

A música faz parte de mim... Do que vivi... do que ainda quero viver ou do que eu gostaria de ter vivido. Tudo fica fácil com música... Sou refém dela. Acho essa mescla um delícia...
Bom finde!!!
Beijos.

Marie Tourvel disse...

É verdade, sabesselá. Pelo que estou vendo só o meu amigo evoluído é que acha que não devemos usar a música como gancho. Bacana que esteja por aqui, viu? Um beijo.

Anônimo disse...

Obrigado por intiresnuyu iformatsiyu