10/05/2008

Perdendo o respeito

Eu sou assim, ó: vou perdendo o respeito a cada porcaria que ouço de alguém a quem num primeiro momento tenho respeito.
Lúcia Hipólito: eu me lembro quando ela ia fazer aquela mesa redonda idiota de mulheres com o Jô Soares na época do mensalão. Ela era de longe a mais lúcida. Eu tenho insônia, sempre vou dormir muito tarde, então eu acompanhava o raio da mesa redonda. Tinha vontade de dar tiros na televisão quando as tontas falavam. A Cristiana Lobo me dava náuseas com seu jeito "quero ser imparcial". A verborragia da Ana Maria Tahan me dava medo, pois eu sempre achava que ela não falava nada com nada e eu é quem era a burra. Depois fui descobrindo a idiotice loura da mulher. A Lilian Witte Fibe uma cretina metida a entendida em economia, só sabia dizer :"que horror". (Aliás, a Lilian merece um adendo. A bruxa da Zélia Cardoso de Mello a desbancou com o plano Collor. Foi a melhor medida do governo Collor em minha opinião, deixar a amante do Cabral desbancar a leitora de teleprompter. Depois nos danamos, mas quem se importa? Estamos danados desde sempre.). Tinha o petismo nojento da Maria Aparecida de Aquino. Que mulher feia! Tinha que ser de esquerda, claro. Um cabelo nojento, uma voz ridiculamente infantil dizendo que tínhamos que respeitar o passado de lutas do José "tinhoso" Dirceu. Ah, vá catar coquinho, Aquino, antes que eu me esqueça, vai. Eu lá vou respeitar passado de guerrilheiro? Ainda mais guerrilheiro que não pegou em armas. Aí tinha a Lúcia Hipólito que era uma voz um pouco mais lúcida. Mas claro que o senhor obeso não a deixava falar por muito tempo. Lembro um dia em que ele convidou a Barbara Gancia para a bancada. Ela, que é minha amiga (aliás, há quanto tempo não falo com você, querida), entrou muda e saiu calada. O gordão não a deixou falar.
Achei excelente o Jô ter terminado com aquela palhaçada. Envergonhava as mulheres.
Um dia, em meu carro, não conseguindo pegar meus CDs no banco de trás, liguei o rádio. CBN. Comentário de Lúcia Hipólito. Sobre os grampos ao presidente do STF, Gilmar Mendes. Ela disse: "...acho ótimo que o presidente se reúna com o Gilmar Mendes porque estamos vivendo um momento delicado em nossa democracia. O Lula entende que foi eleito justamente por esta democracia que aí está. Quem garante, presidente, que amanhã não será o seu telefone a ser grampeado?" De duas uma, ou ela foi irônica ou ingênua. Não acredito em ironia, pois seu tom de voz era sério. Ingenuidade? Ora, ora, ora... Pensei em ataque de bobeira.
Hoje, novamente em meu carro, esse molequinho metido a besta com 12 anos que eu amo, pede para que eu ligue na mesma CBN para saber os primeiros números das apurações pelo Brasil (ele é "reaça" como eu, ainda bem). Quem está comentando por lá? Lúcia Hipólito. Ela diz: "as eleições na Bahia estão mostrando que é o fim do coronealismo." Pelamordedeus, Lúcia. Ainda não percebeu que existe um neocoronealismo, não? Um coronealismo da zelite findical? O coronealismo da língua preva? Estou perdendo o respeito por você. E agora até sua voz está me irritando. Mais uma que virou chapa-branca.
Moço aí ao lado: será que é só você mesmo? É, né? O resto é secos e molhados.
Lazy... (Boa música que ninguém é de ferro)



Adendo: assistindo a uma entrevista do Efelentífimo na hora em que ele foi votar em São Bernardo do Campo (analfabeto já pode votar, sim), reparei em duas coisas. A primeira foi na camiseta usada por sua efelentífima efpova Mariva Letífia. Uma camiseta do partido. Aquela vermelha com estrela. E com um camisão por cima. Onde está você, Glórinha Kalil, que não viu isso? Eles são cafonas até nisso. Mas isso pode, presidente do TSE? A outra foi a declaração dele aos jornalistas dizendo: "Votar é levar a democrafia até af últimaf confeqüênfias". Não, Efê, mais uma vez você está errado. Levar a democracia até as últimas conseqüências seria tê-lo tirado do poder no primeiro sinal de banditismo do seu governo. Perdemos a chance. Agora, com esse esquerdismo bandido que tomou de assalto a tudo e a todos será muito difícil esta terra virar um país. Festa da democracia? Não me faça rir que me dói os dentes.
Seria cômico se não fosse trágico.

17 comentários:

Anônimo disse...

Nossa!

Texto forte.

Música boa.

Rose mP

Marie Tourvel disse...

Ei, Rose, minha querida. O texto foi forte porque por muitas vezes me sinto tão impotente, mas tão impotente com essa bandalheira que virou esta terra que aí resolvo escrever. ;) Que bom que a música salvou, né? Me deu preguiça de tudo isso mesmo. :) Beijos!

JúliaML disse...

:-))))))))))

Fernando Sampaio disse...

Mariiiie,
Bota pra quebrar.
Respeito é para quem merece.
Beijos

PS: não acho o sorriso do Zacarias melhor que o seu não...

Marie Tourvel disse...

É duro viver na República da Língua Preva, Júlia, querida.
:)))))

Beijos!!!

Marie Tourvel disse...

É isso, Fernando, não tenho o menor respeito por essa gente. Só não escrevo mais por absoluta "lazy".
Volta e meia retorno com meu sorriso por aqui. Mas o do Zacarias é engraçadinho, né? ;)

Beijos, querido.

Marie Tourvel disse...

É isso, Fernando, não tenho o menor respeito por essa gente. Só não escrevo mais por absoluta "lazy".
Volta e meia retorno com meu sorriso por aqui. Mas o do Zacarias é engraçadinho, né? ;)

Beijos, querido.

Roger disse...

Marie, alguma dúvida de que já vivemos a era do partido único?

Marie Tourvel disse...

Nenhuma dúvida, Roger, querido. Estou a cada dia que passa mais desanimada. Só não sei quando isso vai passar. Um beijo.

Frodo Balseiro disse...

Prefiro seu sorriso Marie! E também o texto que está nos trinques!
Assino "debaixo", como diria o Inafio...
bjão
frodo

Marie Tourvel disse...

Colocarei meu sorriso de volta, Frodo, querido. Deixa só o Zacarias mais um dia, vai? :)))
Você assina "debaixo". Será que o Efê colocaria a digital? ;)

Beijos!!!

Megleen disse...

Putzgrilo!
Que texto cheio de atitude. Forte e articulado.
Essa é a Marie Tourvel - perigosa! e sempre atenta.
Quem me dera escrever assim.
Valeu, muito.
Todos os que gostam de você devem estar contes pela volta desse ânimo .
Great!
Beijos
Megleem

Marie Tourvel disse...

Como fico feliz quando vem por aqui, Megleen.
Estou muito brava mesmo com tudo isso. Chamar aquilo de Festa da democracia foi lamentável, viu?
Você sempre escreve muito melhor, querida. Aquele sub rosa é uma delícia, um dos melhores blogues na minha modesta opinião. E digo a todos para irem pra lá correndo. Vão ler a Megleen, já! Você, eu sei que gosta de mim. ;) Um grande beijo. E muito feliz com sua visita. :)))

Gabriel disse...

Belo texto, Marie. ;-)

Marie Tourvel disse...

Olá, querido. Estou muito feliz com sua visita. :) Não repare na bagunça. Que bom que tenha gostado de meu texto. Pena que tenhamos que escrever textos assim, não é? (Marie ainda aguardando aquele sorvete de avelã) ;) Beijos!!!

R. B. Canônico disse...

Mas é a mais pura verdade. Em minha cidade, um pilantra ganhou a eleição e uma vereadora irresponsavel disse que era a derrota dos poderosos, que agora era a vez do povo no poder. Detalhe: este pilantra é um dos caras mais ricos da cidade.

E quando a coisa parece ser boa, revela-se horrenda: na querida Londrina, após 8 anos de PT, a cidade está em frangalhos. Óbvio. A população disse 'não' a isso, mas pode eleger um senhor que foi acusado de escandalo de desvio de centenas de milhoes, ja foi até preso... e o lema informal de campanha é "Rouba mas faz".

Isso me faz lembrar do apreço de Nelson Rodrigues pelo povo...

Beijão

Marie Tourvel disse...

Pois é, Canônico, querido. Está todo mundo meio que anestesiado. Alguns, só alguns, conseguem não tomar o comprimido dado por essa corja. Infelizmente estamos todos lascados. Mas o bom é que podemos sempre contar com os amigos, não é? Feliz por ter vindo aqui. Um beijo.