2/10/2009

Synchronicity

Coloco musiquinhas aqui e sei que sou meio lugar-comum. Uma espécie de lado A. Parece sempre que desprezo o lado B. Não é assim, não. É que assumo gostar do lado A, também. Eu tenho um amigo -não sei mais se ele é meu amigo, que adora mostrar que sabe das coisas, que entende de tudo e mais um pouco. E é um pavão. E eu adoro isso nele. Eu sempre quis fazê-lo feliz. Por muitas vezes omitia dele que sabia sobre determinada coisa para lhe agradar. Para ele pensar que só, e somente ele, sabia. E eu podia sentir sua satisfação. E isso me deixava extremamente feliz. Eu entendia cada palavra que ele escrevia. Quando lia suas digressões parecia que eu estava dentro de sua mente. Esquecia meu ceticismo barato e entrava numa espécie de transe. Nunca pude dizer isso a ele. Primeiro porque não consegui, tinha vergonha. Segundo porque agora parece tarde demais. Mas se você ler isso aí, querido, e sei que você vai saber que é você, caso não entender como se processava a catarse, não se preocupe. Eu tenho, como você sabe, essa coisa meio doida. Passa. Sempre passa. É só pra você saber que nada do que houve foi de graça. Foi, sim, caro, muito caro. E você continua sendo meu menino favorito.

The Police - Synchronicity I


É sobre essa sincronicidade que tentou me explicar ontem, minha querida amiga? É que você sabe, pra mim não passa de acasos e coincidências...

Adendo: hoje tem meu Pocket Classic no "Porta do Vento" da Ana Vidal. Dostô, para os íntimos.

14 comentários:

Rose disse...

...sempre que um acaso muito assustador acontece...tenho medo de estar maluca.

Você lê um livro, uma palavra, sua mãe grita essa palavra, toca o telefone e do outro lado fala-se a mesma palavra. E...Por aí...

Uso a sincronicidade sempre que isso acontece.

E empurro o pânico. Beijos

Marie Tourvel disse...

Então, Rose, querida, eu procuro afastar o pânico pensando se tratar de acaso, coincidência... mas aí a coisa fica complicada, porque começa a acontecer várias vezes. E eu deixo esse meu ceticismo rabugento de lado e acho que algo vale a pena. Sei que é difícil entender. Nem eu me entendo. ;)

Beijos!

Frodo Balseiro disse...

Marie querida, adoro as suas mensagens 'cifradas'! Quase já conheço a quem se destinam, só de ler você. Pode isso?
beijo grande

Marie Tourvel disse...

Frodo, querido, já o descrevi tantas vezes por aqui que todo mundo parece "íntimo" dele, mesmo sem saber quem é. ;) Ele é uma ótima pessoa e você é um amor. :)

Beijinhos

ana v. disse...

Querida, todas as mulheres GRANDES fazem isso pelos seus homens. Mas nem sempre eles entendem, ou apreciam, essa generosidade.

Ainda bem que já está a passar... essa "coisa doida" é o seu instinto de sobrevivência a falar mais alto. E quanta elegância nesse passar. GRANDE Marie.

Beijo grande

Anônimo disse...

Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caía
Toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via.

Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dona dos olhos nem via.

A felicidade morava tão vizinha
Que de tolo até pensei
Que fosses minha.

Tôda a dor da vida
Me ensinou esta modinha
Que de tolo até pensei
Que fosse minha.

Até pensei-Chico Buarque.

Günther.

Marie Tourvel disse...

Ana, querida, não sei se sou grande ou elegante, mas sei que o instinto de sobrevivência falou mais alto mesmo. Não vou deixar de gostar dele. Foi um mal entendido? Sim, foi. Mas sei exatamente onde errei.
Mas o que eu gosto mesmo é de ter você por aqui. E prepare-se seu coração amanhã, tá bom? ;)

Beijos

Marie Tourvel disse...

Olá, Günther, querido (puxa posso colocar trema no seu nome sem errar e isso é muito bom. ;) ).
Muito obrigada pela letra desta música do filho fanho do Seu Sérgio. :)))) A letra é muito bonita.
Venha mais vezes e não repare na bagunça, tá bom? ;)

Um beijo.

Léo e só disse...

Hei, Hei, quem disse que lado A tbm não pode ser lado B. Só depende de quem vê?

E não é isso que o blog da Marie diz, com sua musicas e poesias?! :D

Além do que, têm coisas que o verdadeiro e delicioso B é o A e não mais o B, que é A! Hã?!

Abs sorridentes pra vc Marie,!!!

Marie Tourvel disse...

Êba, o Leo veio comentar por aqui. ;)
Querido, tem toda razão. Às vezes o lado A é o B e o B é o A e nem sempre o A é melhor que o B, sendo que a soma do quadrado de A com o quadrado de B é igual a boa música. Mas como toda regra tem exceção, sabemos que no Bananão as exceções sempre são em maior número que a regra.
Nossa, que saladão que eu fiz... :)))))))
Fico tão feliz quando vem por aqui, querido.

Beijos

Lilian disse...

Querida Marie... um acontecimento sincrônico não tem somente algo misterioso em si, algo sensacional, fora do comum, inexplicável e surpreendente, mas também tem um significado importante para a pessoa que está envolvida nele!!! Não importa se é nossa mente ou nossa alma que está nos guiando, isso não faz diferença nenhuma nessa hora!!!!
'Tudo que é dividido e diferente pertence a um único e mesmo mundo'
Carl Gustav Jung

Marie Tourvel disse...

Deixa ver se eu entendi, Lili, querida: tanto faz a razão ou o coração que nos faz perceber a sincronicidade. O que importa é o fruto que ela dá. Acho que é mais ou menos isso. Mas cadê o meu fruto? Fico esperando e nada dele aparecer. Só algumas coincidências... nada mais.
Um grande beijo, querida.

Lilian disse...

Marie Marie... este teu ceticismo me mata!!!! E por falar em fruto... um dia um paciente (enfurecidíssimo) me disse: "Todo mundo fala que a gente tem essa tal da metade da laranja!! E onde está a minha?? É... acho que a minha chuparam!!!!"
Beijo Enorme!!!!

Marie Tourvel disse...

Lili, querida, seu paciente diz que sua metade da laranja foi chupada e eu digo que a metade -eu, da minha fruta, infelizmente, deve estar bichada. :))))))

Meu ceticismo é bem famoso nos arredores de Notting Hill. hahahahahaha

Beijos, querida.