3/03/2009

Dorme nenê que a Dona Dita vem pegar...

Não senti a menor vontade em comentar sobre o episódio das ditaduras, ditabrandas e ditamoles. Porque, de verdade, já sei o que acontecerá lá na Barão de Limeira. Aquele amontoado de esquerdistas aloprados que escreviam ou escreveram no jornalão serão substituídos por ninguém mais, ninguém menos que a Bruxa do 71 -Marilena do Oiapoque ao Chuí. É que sabe o que é? A Folha tem que manter a fama de jornal isento, pluralista. Acho até que o José Rainha ou o Stedile -dois criminosos, deveriam escrever um artigo por dia por lá. Sabe? Para contrabalançar as declarações estapafúrdias de Gilmar Mendes -Presidente do STF. Ele diz que a gente tem que cumprir a lei. Pô, Gilmar, não esperava isso do Presidente do STF. Vê se alivia.
Vocês querem saber por que a Benevides, o Konder e petistas em geral ficaram tão furiosos com o Otávio Frias Filho? -aquele editorial foi dele, né? Porque esses esquerdopatas uspianos, assim como todo brasileiro esquerdinha que se preza, tem um baita complexo de inferioridade. Porque lá fora os caras falam mais da ditadura do Chile, da Argentina. E do Brasil-il-il? Quase nada. Eu confesso que considerei a resposta da Folha à gangue hardcore do petismo satisfatória. Falar bem da ditadura em Cuba, ou bem de Stalin, ou bem de Mao, tudo bem, então? Lazy!
Tá, ontem conversando com uma grande amiga ela me convenceu de que o uso do termo ditabranda utilizado pelo editorial da Folha foi infeliz. Ok, concordo. Mas a reação destas bestas-feras do petismo é que foi trágica, porém (ai porém), cômica. O que eles queriam mesmo é que, em vez dessa ditadura que estamos vivendo nos dias de hoje -Abiin? helloooow!, o Efelentífimo tivesse rompantes de Stalin, de Fidel. Aí sim o país seria melhor, comentado lá fora. Por enquanto eles têm que defender os assassinos mequetrefes do MST. E nem isso sai nos grandes jornais lá de fora. Talvez saia como nota de rodapé? Acho até que não deu primeira página nem na Folha. Se deu, peço desculpas. Sim, deveria me informar um pouco mais. Gosto de fazer posts políticos só pra tirar uma chinfra com os esquerdinhas, mas continuo com a máxima de Paul Valéry: os acontecimentos me entediam.
Adendo 1: dar cartaz para blogueiro de esquerda com nome de cidade paraense como Diogo fez em sua coluna não é legal. Como se chamava mesmo o indivíduo? Curralinho Borges? É, acho que é isso mesmo. Curralinho Borges.
Adendo 2: Hoje tem meu "Pocket Classic" inédito no "Porta do Vento" da Ana Vidal. Les Misérables de Victor Hugo. Podem ir sem medo esquerdinhas, queridos. Por lá, alivio esse seu complexo de inferioridade. Afinal, é um blogue de Portugal. Falo do Brasil-il-il e de vocês, intelequituais uspianos bananeiros.
Adendo 3 : Cês querem musiquinha? Hoje, não. Se quiserem ouvir musiquinha, dirijam-se ao post anterior e ouçam Groove Is In The Heart do deee-lite . Ainda estou com ela em minha cabeça e estou dançando por aqui.
Adendo tardio 4: Fui super injusta com a esquerdaiada do PeTê. Eles não defendem somente o MST. Sejamos justos. Eles acobertam coisas tão macabras quanto. O caso Celso Daniel, por exemplo. E outros, outros e mais outros.

14 comentários:

Leticia disse...

Tédio. Tédio histórico. Somos obrigados a ruminar pra todo o sempre amém um problema político como se fosse o Holocausto.

Marie Tourvel disse...

Lets, querida, você sintetizou meu post da forma mais perfeita. Lazy total.

Beijos!

R. B. Canônico disse...

Esse pessoal, incapaz de fazer algo de bom para quem quer que seja - muito embora se considerem os paladinos da justiça social - não perdem uma oportunidade de ficar quieto.

Mas, é como minha avó diz, melhor ler isso do que ser cego. Haja paciência!

E, olha, se ditabranda não foi muito feliz... em termos comparativos, não deixa de ser verdade, muito embora seja um termo cruel especialmente para os familiares de pessoas que desapareceram.

De todo modo, quem critica isso não acha o coma andante o máximo? Ai ai!!!

Beijao, Marie!

Marie Tourvel disse...

Pois é, Rodolfo, querido, é desse jeito que essa esquerdaiada se manifesta: ditabranda não pode, mas dizer que em Cuba tem uma ditamole, pode. Estou ficando cada dia que passa mais exausta disso tudo. E com esse calorão todo fico pior, muito pior.

Beijocas

Frodo Balseiro disse...

Querida Marie, seu post mais uma vez é perfeito!
Só não concordo com o finalzinho...onde você fala do imenso tédio que é a repetição desses assuntos.
Esses caras, "elles", não se entediam! Estão sempre a postos para um protesto em frente a Folha, um (mais um) abaixo assinado, uma cartinha nervosa para o "painel do leitor", uma cobrança mal-criada do Ombudsman, enfim, essa raça nefasta, parece que não dorme, não trepa, não come!!!!
E nós, nos damos o direito de nos entediar!
Esta errado!
Eu não posso me entediar, você não pode também!
Não que façamos muita diferença (será que não?) mas precisamos manter, pelo menos a capacidade de nos indignar "com tudo isso que está aí".
Quando eu me sinto com o saco cheio ( o que tem acontecido cada vez com mais frequência) dou um tempo...
Aí parece que volto com o relho em forma para bater nos costados da esquerda burra (perdão pela redundância)!
Um beijo grande, move on

Marie Tourvel disse...

Frodo, querido, sua presença por aqui é sempre um prazer, viu?
Talvez eu esteja usando de ironia sobre o tédio. É que nós, reaças, não costumamos fazer protestos em frente à Folha, né? Isso é meio cafona. Realiza, Frodo: eu, com meu salto altíssimo -e brava, falando palavra de ordem e pisando fundo. Sei lá o que pode dar isso. O Claudio Lembo não me perdoará. :)))))
Acho mesmo que eles não comem, não dormem, não trepam. E Deus me livre ficar assim, mesmo que à direita. hahahahahahahaha.
Mas estou tão revoltada quanto você com essa história toda.

Um grande beijo

Anônimo disse...

Marie Querida:

Chega um tempo em que não se diz mais:meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais:meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está sêco.

Em vão mulheres batem à porta,não abrirás.
Ficaste sòzinho,a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza,já não sabes sofrer.
E nada espera de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice,que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e êle não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras,as fomes,as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns,achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas,sem mistificação.
Drummond.
Beijos

Günther.

Marie Tourvel disse...

Günther, querido, com que grandioso Drummond me presenteou. Obrigada, mesmo. Você é um amor. Cada vez me orgulho mais de meus queridos comentaristas. ;)

Beijos

Raquel disse...

Marie passei lá pela Porta do Vento, tava aberta, sabe cumé...

Marie Tourvel disse...

Ei, Raquel, querida. Vou lá dar uma olhada na sua entrada por aquela porta.
Tudo bom por aí?
Quero nosso café!

Beijocas

Mikio disse...

Querida Marie,

Agora é a vez do Procurador Geral falar besteira!

Porque as pessoas não pensam só um pouquinho antes de falar? Disse que o trabalho do ministério público é equilibrado e sem preconceito...Quer dizer que ser contra assassinos é ser preconceituoso?

Não deixemos o tédio nos tomar.

Marie Tourvel disse...

O fato, Mikio, querido, é que esta terra que insistem em chamar de país entrou há alguns anos numa esquerdização doente. Tudo é dado como desculpa para a ditadura que vivemos. Pedem pensões, roubam paca e diz que teve passado contra a ditadura e tudo bem... essas coisas que me irritam.
Um dia sairemos dessa, quem sabe? Quem sabe poderemos chamar isso aqui de país, não é?

Um beijo

Mike disse...

Marie, conta para mim, vai... essa tal de Dona Dita tem carne onde agarrar? (risada)

Marie Tourvel disse...

Mike, querido, claro que tem carne para você agarrar. E como tem!
Você só pensa... "naquilo". (Muitas risadas) :)

Beijinhos