5/03/2009

Mr. Twitter

Para quem quiser ouvir:



Siga com a bolinha colorida:

Inventaram os blogues. Um amontoado de gente boa aderiu. Mas muito lixo aderiu, também. Incluo-me nesta segunda categoria, obviamente. Eu tinha que reaprender a escrever e a ler. Aí cabe uma ressalva: não consegui reaprender a escrever, mas ainda chego lá. E foi pela blogosfera que recomecei. Conselho de um querido amigo real. O conselheiro dizia que eu tinha que começar a ler alguns blogues. Naturalmente eu deveria só ter lido. Nem aparecer nos comments. Mas, timidamente, comecei a comentar em um ou outro blogue de minha preferência. Não imaginava que alguém fosse ler estas "Letras" aqui. Ou imaginava que um ou outro entrasse e espinafrasse. Não foi o que aconteceu. Entraram, se sentiram à vontade e acabei conhecendo um monte de gente bacana. Antes de ter o blogue, conheci pessoas e pessoas através dos comments que eu fazia, sempre muito envergonhada. Tinha vergonha de comentar, de falar asneiras. E acho que quase sempre falei muitas. Mas mesmo assim conheci algumas pessoas só por comentários. Pessoas boas. Mas também pessoas com egos tão inflados que não caberia todo ego no meu HD. Que fariam Jô Soares se sentir envergonhado em dizer que tem ego inflado. Mas algo não casava. Algo me dizia que a conta de dois mais dois não dava exatamente quatro. Teve uma madrugada em que eu estava sem sono, o que é corriqueiro na minha vida. Dormonid e Lexotan me salvam, às vezes. Só às vezes, que é pra não viciar. Sou fraquinha para vícios, então seguro a onda. Mas naquela madrugada resolvi ler as indicações do amigo real. Fiquei maravilhada com a inteligência de alguns. Identifiquei-me com alguns deles, obviamente não no estado que eu estava então, mas de antes, antes de minha letargia que durou quase 8 anos. E, quando comecei timidamente a comentar, vieram pessoas bacanas para a minha vida. Pessoas que duram até hoje e pessoas que duraram um quase nada justamente por serem muito pequenas nas atitudes e grandes no ego inflado. Não tiro a razão de quem tem o ego inflado. Geralmente trata-se de pessoas inteligentes, espertas. Mas só atrás da tela do computador. Porque vida real mesmo viveram tão pouco. E eu sempre admirei quem teve uma vida bacana no mundo real. Eu, que não posso reclamar de minha vida de antes de meu estado letárgico, sempre gostei do mundo real. Do mundo palpável. Embora sempre tenha me embriagado de literatura e de poesia -olha o vício, sempre gostei de transpô-las para o mundo de verdade. Na maioria das vezes não consegui, mas sigo tentando. Utopia? Sim, vive-se de utopias, também. E de sonhos e de pretensões. E tentando sempre viver o mais intensa e prudentemente possível, se é que é possível cruzar as duas palavras em algum momento. Eu ainda acho que é. E sempre procurarei seguir esse binômio. Sou o que se pode chamar de sonhadora. Sonhadora que procura viver seus sonhos no mundo real. Geralmente quebro a cara, quebro o encanto do sonho. Ele vira pesadelo. Mas eu tento, ah, isso eu tento. Cometo erros grosseiros. Engano-me com quase todas as pessoas que passam pela minha vida. Mas sei que, se elas fazem ou fizeram parte dela, é porque vieram me ensinar alguma coisa -tenho tanto a aprender e tenho sede disso. Já disse por aqui que não acredito em Deus, mas, erroneamente talvez, acredito em pessoas. E quase sempre elas me decepcionam. E a gente só se decepciona com quem a gente gosta demais. Sei que decepcionei algumas pessoas. Mas sigo um caminho que me leve a conversar com elas e entender tudo o que acontece. Deparei-me com o tal do Twitter. Não, não tenho um. Tenho preguiça destas "Letras", acho que terei preguiça do Twitter. Acho que Diogo Mainardi teve preguiça do Twitter. Li algumas coisas do Twitter dele. Não vale a pena brigar com o quase adesista Marcelo Tas, o homem-sanduíche. Diogo é maior que isso. Achei realmente bacana a iniciativa da ótima Cris Camargo, já que mais cedo ou mais tarde, iriam criar perfil fake para ele. E chega de gente falar que ele é isso ou aquilo. Ele é o que é. Ponto. Quando me deparei com algumas pessoas que conheço no Twitter, logo pensei: e se Baudelaire tivesse um Twitter? Ia ser divertido. Acho que ele, em forma de poesia, desconstruiria um monte de egos inflados, um monte de cínicos virtuais. Porque o gostoso de ser cínico é sê-lo no mundo real. E Baudelaire era, não era? Diogo é, não é? Eliot com seu Twitter? Interessante seria em abril, o mais cruel dos meses. Mas abril para o Twitter foi cruel mesmo. Podem ver por lá. Confiram. É como o tal do Orkut. Tanta gente tem Orkut. Eu, por exemplo, tenho dois. Um para a Marie e outro para meu alter-ego. Entrem no de Marie e verão que é totalmente desativado, a não ser por um amigo bacana, o Rover, que ficou meu amigo por lá. Não gosto muito de conversar por lá. Acho maçante. O do meu alter-ego, então, coitadinho, tão pobre. Não aceito a maioria dos convites que me fazem para que sejam meus "amigos". Faço a tonta. Finjo, por vezes, que não recebi convite algum. Tenho preguiça de entrar por lá. Fora que tem pessoas que cortam a gente como amigo, aborrescentemente -aí eu falo de amigos de verdade, reais. Como se cortar a amizade pelo Orkut ou pelo MSN -outra coisa virtual tola, apagasse tudo o que se viveu na amizade, no plano real, no carinho. "Vou cortar você do meu Orkut". Parece uma ofensa e tanto, mas não é. É só uma atitude pateticamente adolescente. Não mais que isso. Por algumas vezes tentei parar com este blogue. Despedia-me teatralmente, ora com Elton John (argh!), ora com Eliot... Mas voltava, sempre voltava. Recebia e-mails de queridos pedindo meu retorno. E pedidos tímidos de pessoas que eu nem sabia que me liam. Entendi os motivos que levavam as pessoas a se esconder. Tinham vergonha de dizer que me liam. O tal do guilty pleasure. Afinal, ler um blogue que não é um primor na escrita e que revela um sentimentalismo exacerbado, não é de bom tom para os egos inflados. Mas eles acabam entrando escondidinhos, para que ninguém os veja. Porque de vez em quando eles querem sair um pouco do mundinho virtual para saber como é a vida no mundo real. Mas, contradição das contradições, na maioria das vezes o que escrevi por aqui foi pura ficção, ou fiquição, como gosto de escrever. E adoraria viver um amontoado dessas fiquições que joguei por aqui. Era um treino. Só um treino. Quando a minha querida amiga Ana Vidal convidou-me a escrever meus Pocket Classics em seu lindo blogue Porta do Vento, achei que se tratava de um sonho. Ou, melhor ainda, de um pesadelo. Mas a convivência virtual com os amigos portugueses me fez perceber o quanto eles são sinceros. Não por terem me convidado, ou por dizerem que gostam de meu pobre texto, mas porque não têm vergonha de dizer que gostam do sentimentalismo exagerado, das mazelas ficcionais de Marie. Vergonha de mim têm os bananeiros. Engraçado, isso. Eu tenho vergonha de mim. Acho-me guilty pleasure e por isso, talvez, somente algumas pessoas sabem o nome de meu alter-ego. E falei até para pessoas que nem mereciam saber. Sendo assim, comunico a todos que NÃO terei um Twitter. Quero tentar transpor Yeats para o mundo real. E com o Twitter não seria possível. São somente 140 caracteres e Marie, como todos sabem, é prolixa por demais.

Bem, hoje é domingo. E todo domingo eu coloco um Sunday Morning, não é isso? I Know, It´s Only Real Life (But I Like It):



Um excelente domingo a todos.

46 comentários:

Rose disse...

Marie

Bom dia.

É muita coisa, twiter agora? Eu tenho, mas só pra ler o que o Mattia escreve. Sabe quem?
No mais...
O que é virtual? E real? Não, eu não estou enrolando, ou confundindo. Mas acho que o virtual pode ser mais real que o real. E o real mais virtual. E quem é dissimulado?
Literatura é mundo real? Arte?
Gostei do post ,até pq me deixou afobada assim querendo saber mais.
Uma pessoa virtual não sabe viver? Não soube? Se não viveu o que tem a dizer no blog é invenção?
Há o tempo e só ele vai nos ensinar a lidar com esses novas modalidades comunicativas.
A segurança a gente aprende vivendo e desconfio de q a virtualidade da net é um exercício e tanto. A gente pensa que se expoe menos, mas não é verdade. A gente sofre quando escreve alguma coisa d q não gostaram.
Por quê? É virtual, não é real? Mas a emoção é real.
Hoje sei como caminhar pelo mundo virtual que eu vejo real dentro da limitação para o real e da expansão para o virtual ( deu pra entender? Fui confusa?O limitado do virtual é o ruído, a confusao na expressão e no entendimento).
E quando o real sai do virtual? Pode dar samba ou pode findar-se num belo ponto final. Ponto final é do texto mas serve para o dia-a-dia.
Enfim, estamos todos pelejando, seja de cara pro sol ou de cara pra tela. Vamos aprendendo.
Acho que twiter é modismo. deixa ir. Para quem improvisa deve ser uma diversão.
E fico assim assado. beijos

( naõ vou revisar, não é desconsideração. Gosto de imperfeição, adoro)

Marie Tourvel disse...

Rose, querida, gosto de transpor o virtual para o real. Gosto da idéia de vivenciar a poesia. É que tem gente que só sabe viver atrás da tela do computador. Eu sei que posso mais que isso. É um exercício difícil depois que se cai por aqui, mas eu sigo tentando. :)
(Não precisa revisar nada. Porque o gostoso é o primeiro, depois perde a graça. E seu texto jamais é imperfeito. ;) )

Beijocas!

Rose disse...

Você pode vivenciar a poesia, mas o peoma , nunca. Porque o poema é um constructo e tal.
Quando você conhece alguém que veio pela Internet, você conhece alguém assim como conheceria dando um encontrão no meio dum shopping. Todo encontro - que naõ o de sangue, família, quero dizer - é puro acaso.
Eu acho que a Internet é um adendo, não o contraponto mundo real.
Veja a correspondência de escritores. Eles se escreviam sempre, sem ao menos se encontrarem. Isso de corresponder-se é de quem escreve, gosta de ler. A Net é uma caixinha de cartas.
Aonde eu quero chegar? Á diminuição do sentimento que me aponta o real e o virtual. A palavra é batida, mas vá lá. A Internet, os blogs ,são caixinhas de mandar carta.
Desacralizo. Pra quê?
Pra te ver mais feliz.

Beijos

E agora chega de brincar de caixinha de cartas. Vou passear e depois trabalhar na caixinha, depois, caixinha da professora corrigir redações.
ê caixinha besta. NO Natal vou pedir outros presentes ...

Rose disse...

Só mais isso e chega..sou muito aparecida...credo.

Não dá pra transpor do virtual para o real. A rose q vc viu e com quem tomou café é outra. Não é essa que vc conheceu na net. Essa , um texto com reentrâncias para emoções. Nada além.

Marie Tourvel disse...

Eu gosto de conversar por aqui, é bacana e tal, Rose. Mas chega uma hora que gosto de olhar nos olhos das pessoas. É onde me saio melhor. Quando não consigo isso me sinto fracassada. Coisa minha. Deixa pra lá. Quero viver poesia e poema... Marie é sonhadora, sim.

Beijos!

Teresa disse...

Eu sou uma entre muitos dos portugueses que gostam de te ler e que seguem religiosamente os Pocket Classics (lembrei-me há dias de Vanity Fair, de hackeray, que tal? :)

E vou mandar uma música bem domingueira para te enfeitar o domingo...

Beijinho.

RAA disse...

Texto notável, Marie! (e, já agora, excelentes comentários, Rose!)
Também não me vejo no Twitter nem no Face, não tenho Messenger, não uso mail.
Tenho blogues por puro ludismo. Costumo dizer, cá em casa e aos amigos, que eu sou o maior leitor dos meus blogues. Faço-os para mim, para dar vazão ao meu vício editorial.
É claro que gosto que os apreciem, de ter visitas e comentários simpáticos e/ou inteligentes. Mas a última coisa que me passa pela cabeça com a bloga é socializar. A verdadeira vida está além, embora, é inevitável, "isto" já faça parte da minha vida,como muitas outras coisas.
Quanto aos portugueses, enfim, talvez sejamos uns sentimentalões ( o fado, não é?). Mas se há coisa que eu, português com sangue brasileiro, não tenho é vergonha de dizer do que gosto ou não gosto, nenhuma vergonha (aliás, isso vê-se no Abencerragem). Como se diz por cá: estou-me nas tintas :\
Dito isto, as suas visitas e as dos outros "confrades" são sempre uma alegria.
Um abraço

Bruno Pontes disse...

É, eu também não tenho Twitter e não terei. O pessoal me chama, me convida pra "seguir" sei lá quem... Isso é uma chatice, não acha? Me parece mais uma daquelas modas de dois meses. Não consigo ver a graça.

Muito bom, Marie. Continue escrevendo que nós continuaremos lendo. E sempre que possível bote os Stones aí! We like it, yes we do.

Agora deu vontade de ir ver o clipe dos Stones marinheiros... Abraço!

Marie Tourvel disse...

Eu sei, Teresa, querida. Quando me referi aos queridos portugueses pensei em você, também. :)

Obrigada pela música.

Beijos!

Marie Tourvel disse...

Ludismo! É isso, Ricardo, querido. Captou.
Repito, acho os portugueses sinceros. Sentimentalões ou não. E adoro isso. E adoro seu blogue, sabe disso.
É sempre uma alegria, também, recebê-lo por aqui. ;)

Beijinhos!

Marie Tourvel disse...

Acho uma chatice, Bruno, querido, mesmo. Acho que se deixa de viver o mundo real que tem coisas chatas, sim, mas tem coisas gostosas, também.

Eu adoro os Stones de marinheiros... Vou rever esse, também. ;)

Beijocas!

Mike disse...

Hum... a Marie, se reconstruindo... (risos)
Também não vou aderir ao twitter e fico feliz por saber que não vai ter um. Senão teríamos que nos despedir de textos fascinantes como este que você escreveu, menina guilty pleasure. :D
Bom domingo, Marie. :)
(Acho que ainda vou a tempo que aí agora devem ser menos 4 horas.)

Marie Tourvel disse...

Cê pediu, né, Mike? Pediu, tocou, ganhou... ;)

Fico feliz que tenha gostado do texto. Twitter é muito pequeno pra mim. :))))

O domingo só termina meia-noite. Aí são 18:30hs. Aqui 14:30hs.

Beijos dominicais pra você, querido.

Grande Jóia disse...

Marie, olhe a mim também não me verá no Twitter,nem no Face e outros que tais. Estou como o RAA que gosta do lúdico e é o primeiro leitor do seu próprio blogue. Estou consigo nesse início de bloguismo e também sou das que gosta dos locais do costume. Tenho encontrado sítios muito interessantes que me fazem pensar e me divertem também. Não vivo para o blogue, embora ele se possa tornar vício, como outros benéficos que todos temos. Considero que o nome que cada um usa é sempre real.A Rose tem razão acabam por se confundir o real e o virtual. O mundo real é uma virtude de quem o sabe usar e amar e o virtual é mais um lado de nós escrevendo cartas, sim. Os portugueses são por natureza inibidos e desajeitados com a piada e é por isso que apreciam os seus escritos na Porta do Vento. Os seus Pocket Classic são o seu respeito pela literatura, escrito com ritmo e elegância dançante.

Marie Tourvel disse...

Não é à toa que se chama Grande Jóia, querida. És uma jóia mesmo. E das raras. É tão bom recebê-la por aqui... ;)

Beijos!

Mike disse...

Tão rara que nem está no Facebook... eu não sou assim tão raro. (risos... shiii, se a GJ volta, estou frito... cê me salva, não é, Marie?) :)))

Marie Tourvel disse...

Eu sempre salvarei você, Mike, querido. Sabe disso, não é? ;)

Mas não provoque minha amiga jóia rara. Gosto demais dela. :)

Mais beijos!

Rose disse...

,,, findando a minha quota de comentários. Pra mim, não existe o virtual, ele é realidade, na medida que altera pensamento e move a emoção.
Lidar com o virtual é lidar com o real e com o simulacro - em ambos.
São duas realidades propensas ao susto, aos perigos, às alegriazinhas.
Mas, sem delongas, entendi oq quis dizer, Marie. Melhor o olho no olho, o claro da rua. Eu diria que depende da rua...

Marie Tourvel disse...

Eu diria mais, Rose. Depende das quebradas... :)

Beijos!

Grande Jóia disse...

Marie, o Mike veio aqui desafiar-me...mas se ele está no Facebook temos de o fritar mesmo, não acha?
E nada de o salvar que o rapaz tem de sofrer e mostrar arrependimento primeiro...;)

Marie Tourvel disse...

É, Mike, mostra arrependimento, vai? Não provoca a Grande Jóia... :)

Beijinhos!

Luísa disse...

Querida Marie, o meu conhecimento do mundo dito «virtual» é tão reduzido que há referências do seu texto que receio não ter compreendido: twitter, facebook, Orkut, MSN…
Mas gostei desta sua belíssima exposição de «sentimentalismo exacerbado» e de saber da sua incompatibilidade com um sítio que a limite a 140 caracteres. A blogosfera é para mim, nalguma medida, um local de troca de correspondência (aberta) entre pessoas que vão descobrindo ou criando afinidades. Antes, trocavam-se cartas em papel. Agora, trocam-se ideias «on line». Não estou certa de que este «agora» seja mais «virtual» do que aquele «antes». E a Marie não imagina o que este «agora» me tem feito aprender. :-)

Marie Tourvel disse...

Eu também, Luísa, querida, aprendo muito por aqui. Sempre gostei de escrever cartas e tal, mas adoro o contato pessoal. Olhos nos olhos, sabe?

Adorei sua visita e obrigada pelas palavras. :)

Beijos!

Shi disse...

O mundo virtual traz mesmo gandes e boas coisas: uma delas, por exemplo, foi ter conhecido Marie Tourvel ;-) As decepções, a gente joga no balaio e segue em frente, pq atrás geralmente vem gente, né? :-P
Bjão, querida!

Marie Tourvel disse...

É mesmo, Shica, o que é escória, dejeto, a gente tem que jogar fora mesmo. Coisa boa a gente guarda com carinho, não é mesmo? E você foi uma das boas pessoas que apareceram em meu caminho. :)

Um grande beijo

Mike disse...

GJ e Marie, ó o meu ar angelical de moço arrependido... (riso abafado)

Marie Tourvel disse...

Tinha certeza que não me decepcionaria, Mike, querido. ;)

Beijinho

Reginaldo Almeida disse...

Marie,

Penso ser a primeira vez que leio o seu blog. Cheguei a ele através de um comentário que deixaste no Blog do Bruno Pontes.

Acho que você escreve bem. E mesmo que não escrevesse, o blog acaba sendo uma ferramenta existencial. Quem não gostar que não apareça mais, e quem achar que pode fazer melhor, que faça!

Eu pessoalmente possuo três blogs ativos, o meu, o meu alter ego político, e o meu alter ego meu filho, com três públicos completamente diferentes. Não sei você, mas eu acho esta interlocução maravilhosa. Me chateio um pouco quando me ofendem no blog político (e me ofendem muito), mas isso é do jogo e é por isso que não há sequer uma menção ao blog pessoal nele. Há muitos hidrófobos no Brasil.

Anyway, o seu sorriso na foto é um excelente teaser para visitar o seu blog, que é muito bom. parabens.

Marie Tourvel disse...

Reginaldo, querido, é sempre bom receber por aqui pessoas elegantes como você. Ainda mais vindas do Bruno -um rapaz maravilhoso. Obrigada pelas palavras e vou visitá-lo em seu blogue.

A elegância e a sutileza fazem a diferença. :)

Um beijo

Grande Jóia disse...

Moço arrependido, vejam só...Não me parece suficiente. Apresente outra prova mais convincente,seu moço abafado pelo riso:)

Marcelo Lopes disse...

Marie,

Eu já cometi orkuticídio e não consigo me imaginar twittando, também sou prolixo e quero escrever melhor (não que tenha conseguido); se num blog já é difícil, em 140 caracteres é ridículo.
Mas uma coisa é inegável: os bons blogs nos permitem conhecer pessoas memoráveis - não, não é uma indireta; é direta mesmo.

Abs!
Marcelo.

Marie Tourvel disse...

Marcelo, querido, que saudades! Você escreve super bem. Me delicio lá no seu Universo Tangente e sabe disso.

A "direta" foi linda... ;)

Um grande beijo da Marie

S. disse...

Ah gente, claro que vcs vào ter twiter e facebook e orkut. Se há 5 anos atrás, alguém falasse a vcs, que iriam "comentar" num "blogue" achariam ridículo, moda, coisa desnecessária. Pra q blogue, se tem livro, revista pra ler? Quem vai querer ler as bobagens de uns desconhecidos? kkkkkkkkkk Mas, tá todo mundo aqui, lendo coisa boa de gente boa, e MUITA coisa ruim desses que tem blogue por ai.

Se há 10 anos atras, pensassem em e-mail, achariam outra bobagem. Imagiiiiiiiiinnnnaaaaam se algum de vcs, ia deixar de lado a segurança das cartas, e dos telex pra mandar mensagens importantes pelo computador???!!1! kkkkkkkk se alguem aqui sabe o que é telex, entregou a idade.

e se há milhoes e milhoes de anos atras, eu te falasse, olha isso aqui, se chama fogo, cozinha que fica mais gostoso que essa carne crua KKKKKKKKKKKKK bem já entenderaeam né.

Um beijo do S

Marie Tourvel disse...

Então, S., pode ser que tenha razão. O problema é que eu sou resistente às mudanças. Tenho preguiça, também. E de mais a mais, como você mesmo disse, sou desconhecida e escrevo muitas bobagens no blogue. Imagina no twitter, né?

Um abraço.

S. disse...

karaka marie! eu quis dizer na blogosfera como um todo!! como vc disse, tem coisas ruins e coisa boas, eu considero vc, na parte boa!
perdão se não me fiz entender!!!

Fernando Sampaio disse...

Oi querida, desculpa o sumiço...
Até agora não entendi o que é o Twitter e nem sei se quero entender.
Como se dizia na minha terra é coisa de gente que quer aparecer...

Marie Tourvel disse...

S., nem se preocupe porque eu sei o que você quis dizer. Sobre as bobagens que escrevo, essa é minha opinião. ;)

Beijocas!

Marie Tourvel disse...

Oi, Fefe, sonho de menino, senti muito sua falta mesmo. Eu também não entendo muito bem o que é o twitter. Deixa a galera twittar, né? ;)

Beijos e saudades.

S. disse...

Marie mas não deixe esse espeaço ficar assim. poxa eu discordei. agora, ser'a que so poderei voltar aqui, quando for para concordar com todos? vc foi muito gentil comigo sempre, por comentário, e por emails. mas parece, que ficou ofendida com qquer mal entendido somente porque, meu comentário discoradava de todos. pois eu fiquei ofendido também, com um tratamento meio agressivo apesar de "gentil". Eu sou simplesão assim mesmo, debochado até, mas eu compreendo as coisas. nem precisa publicar esse comentário se quiser evitar a polemica, se é que alguém vai se importar com o que eu digo. foi só um desabafo. pois me senti, somente porque discordei, excluído do grupinho. Saulo

Marie Tourvel disse...

Saulo, é você? Nem sabia. Tudo bom por aí?
Querido, nem se preocupe. Pode discordar o quanto quiser. E acho que tem umas pessoas que têm twitter bem boas, viu? Eu só brinquei com esse negócio aqui. Não fique ofendido comigo, já que gosto muito de você. ;) Cê acha que fui agressiva? Perdoe-me, mas não foi minha intenção, tá bom? Vem mais. E da próxima vez, fala que é o Saulo, né? Para eu poder te mandar um beijo carinhoso.
Você é um amor. :)

Beijos!

PS: aqui não tem igrejinha, Saulo. Cê pode discordar à vontade. É um querido. :)

ana v. disse...

Mariezinha, já te disse muitas vezes: a tua entrada na Porta do Vento foi uma lufada de ar fresco. E de inteligência, de graça e de erudição sem pompa e circunstância. Eu é que agradeço e adoro ler-te, como sabes.
Também não tenho twitter e não vou aderir: não caibo no formato e odeio que estjam sempre a perguntar-me o que estou a fazer... apetece-me responder torto.

Continua com as tuas letras, que nos encantam. E continua como és, excessiva, inteligente e emocional, desconstruindo e reconstruindo essa tua personalidade fascinante.

Grande beijo!

Marie Tourvel disse...

Ana, querida, você não tem consciência do bem que me fez escrever na sua "Porta". Eu lhe agradecerei sempre. :)

Acho que responderia torto no twitter, também. ;)

Obrigada por tudo!

Beijos!

Rita Vasconcellos disse...

Marie
que engraçado ter colocado com voz seu texto ...nunca teria pensado nisso .... mas tem muita piada.
De Portugal um abraço
Rita V.

Marie Tourvel disse...

Olá, Rita, querida. Realmente dá vergonha de colocar o texto com minha voz de rinite, mas achei que ficaria mais realista assim, em podcast.
Obrigada e venha mais vezes.

Beijos!

jivanildo disse...

Ah! Marie SONHADORA, tem me dado dias alegres, me salva de dias tediosos e aguça meus sentidos e mente, me influenciando a buscas cada vez mais relevantes.

"Estou onde não me penso, me penso onde não estou em buscas de horizontes perdidos dentro de mim"

Força Sempre !!!

Marie Tourvel disse...

É muita gentileza para uma pobre marquesa.
Espero que encontre seus horizontes. Conte-me tudo e não me esconda nada. :)

Um abraço.